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O Belo Indiferente

Publicado por: Daniel Pochintesta
sábado, 25 de agosto de 2012


Édith Piaf (1915-1963) conheceu Jean Cocteau (1889-1963) em um jantar. Ficou maravilhada com o príncipe dos poetas e pediu que ele lhe escrevesse uma música. Cocteau acabou produzindo uma peça baseada na relação da cantora com o ator Paul Meurisse (1912-1979), um homem que passa o dia lendo o jornal enquanto a indiferença atormenta sua mulher.

O Belo Indiferente é um monólogo com dois personagens: a cantora e seu amado. Ela fala e ele se cala. Durante a madrugada, uma cantora (interpretada por Djin Sganzerla) espera seu amor em um quarto de hotel. Luzes dos letreiros luminosos da rua iluminam a cena. Ela anda agitada, espreita pela janela, telefona para amigos comuns, ouve passos no corredor e ruídos no elevador. Quando finalmente chega, o amante enigmático (interpretado por Dirceu de Carvalho) anda tranquilamente pelo quarto e, em silêncio, lê seu jornal. Ela tenta por todos os meios atrair sua atenção, mas nenhuma estratégia parece suficiente: ironia, raiva, sedução, ameaças. Será que ele quebrará esta indiferença silenciosa? Ela grita, ri, chora, troca de roupa, ameaça-o com um sapato, acusa-o de mentiroso. A madrugada segue vertiginosamente, até um desenlace inesperado. Em cena um caleidoscópio de cores e som é criado, através de luzes, vídeo projeções e uma instalação sonora.

Enquanto parte do público ouve ruídos característicos de um hotel, como vozes ou barulho de elevador, outra parte escuta sons que evocam o universo interior da protagonista. Inspirado em cantoras de cabaré e divas da música, o figurino combina ao mesmo tempo sensualidade e fragilidade, vaidade e loucura, elegância e decadência, espelhando a personalidade da protagonista. O homem, o ser amado, tem uma caracterização não realista, inspirada em desenhos, fotos e filmes de Cocteau como O Sangue do Poeta e O Testamento de Orfeu e em desenhos de Picasso sobre o amigo francês.

Escrita por um dos mais originais artistas franceses de todos os tempos, O Belo Indiferente estreou em Paris em 1940 com atuação de Édith Piaf, para quem a peça foi escrita. Cocteau mostra a fúria verborrágica de uma cantora de cabaré, ignorada por seu amante calado, o que causou alvoroço no público da época. Traduzida para todas as línguas, o texto foi encenado por grandes atrizes de todo o mundo.


O Belo Indiferente - 1ª temporada
Quando? 24 de agosto a 2 de setembro de 2012
Horários: sextas e sábados às 21h, domingos às 20h
Onde? Teatro Ipanema
Rua Prudente de Moraes 824 - Ipanema
Quanto? R$ 20,00

O Belo Indiferente - 2ª temporada
Quando? 14 a 30 de setembro de 2012
Horários: sexta a domingo às 19h
Onde? Teatro Dulcina
Rua Alcindo Guanabara 17 - Cinelândia
Quanto? R$ 20,00

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