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Entredentes

Publicado por: Carioca Cult
quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Escrito e dirigido por Gerald Thomas, Entredentes estreia nesta sexta-feira, dia 10 de outubro, no Teatro SESC Ginástico, com Ney Latorraca a frente do elenco luso-brasileiro. A peça é uma crítica bem humorada ao horror que acontece no mundo. Em cena os personagens Ney, Didi e Maria se encontram no Muro das Lamentações.

Foto: ©Rafael Pimenta
“Muros servem para dividir, mas servem para unir, quando caem. E é onde se mija, onde o pau quebra, onde famílias são divididas porque políticos assim o decidem – do dia para noite – (e dá-lhe bomba e dá-lhe tiro!) e é onde pessoas se encostam e trepam e se beijam em nome da paz, e pixam as suas queixas e escalam suas raivas e berram suas questões políticas e suas diferenças sociais! Entredentes tem muros. Muitos deles. Eu os chamo de “muros dos despachos” já que, na minha vida, vi tantos subirem (Berlim, Gaza, etc) e tantos caírem depois de tantas mortes inúteis e de tantos tratados não respeitados. Ney Latorraca é uma espécie de ser mediúnico e meio judeu ortodoxo “homeless” que se plantou ali no Muro das Lamentações”, comenta Gerald Thomas.

Thomas escreveu Entredentes especialmente para Ney Latorraca, Edi Botelho e Maria de Lima, amigos de longa data que ele conhece profundamente e que os dirigiu muitas vezes. Atores, por outro lado, que conhecem profundamente o trabalho de Thomas.

A respeito de como é trabalhar com Gerald Thomas, Maria de Lima, atriz portuguesa radicada em Londres, diz que “é sempre uma aventura e é um processo que não para nunca. E é um processo muito complicado, mas depois extremamente recompensador porque você tem que entrar um pouco no mundo do Gerald. Depois, você tem liberdade total!”. E continua dizendo que “todos os textos do Gerald tem muito dele e de como ele vê o mundo. Muito inteligentemente ele usa o veículo ao seu máximo potencial”.

Sobre como é escrever para seus atores, Thomas explica que “é uma coisa que começou com Julian Beck, que eu dirigi em 1985, em Nova York, e que continuou com as Fernandas (Montenegro e Torres), se chama metalinguagem. Ou seja, eu escrevo para a pessoa, com as idiossincrasias que a pessoa tem. Então eu vou usar o que o ator ou a atriz tem de melhor e o que tem de pior também. Os jeitos, o fenômeno que ela é, a maravilha que ela é, mas também o seu lado negro. Dessa forma eu escrevi e dirigi The Flash an Crash Days (1991) para a Fernanda Montenegro e Fernanda Torres, escrevi e dirigi Um Circo de Rins e Fígados (2005) para o Marco Nanini, escrevi e dirigi Brasas no Congelador (2006) para o Serginho Groissman, Esperando Bekett para a Marília Gabriela e tantos outros para quem eu escrevi e dirigi também. E essa metalinguagem começou na Beckett Trilogy (1985) que eu dirigi, com o Julian Beck, que é o fundador do Living Theatre, que é um cara que estava morrendo na vida real, já careca da quimioterapia, e no palco ele estava representando o papel de uma pessoa morrendo.”

Entredentes
Quando? 10 de outubro, às 20h (para imprensa e convidados)
Temporada: 11 de outubro a 2 de novembro, de quinta a domingo às 19h
Onde? SESC Ginástico
Av. Graça Aranha, 187 - Centro
Quanto? R$ 20,00

Não recomendado para menores de 16 anos.
Mais informações: (21) 2279-4027

Foto: ©Rafael Pimenta

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