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Festival Midrash de Teatro

Publicado por: Carioca Cult
terça-feira, 13 de janeiro de 2015


Um festival de teatro em pleno verão carioca, com mais de 40 apresentações e 20 produções, nos meses de janeiro e fevereiro. É o que promete o Festival Midrash de Teatro, que acontece de 12 de janeiro a 5 de fevereiro, no Rio de Janeiro. Inspirado no Festival de Avignon, realizado anualmente na França, a iniciativa consolida o Midrash como um espaço de teatro na cidade. Durante a semana, diferentes peças estarão em cartaz. Aos domingos, um "poupourri" de apresentações teatrais únicas. Cada espetáculo terá o custo de R$ 30,00 e os ingressos podem ser comprados online, no site do Midrash.

Durante quatro semanas, haverá dois espetáculos teatrais por dia, às segundas, terças, quartas e quintas-feiras. Aos domingos, quatro apresentações teatrais únicas, uma infantil às 11h e as demais para adultos, em três horários, às 17h, às 19h e às 20h. Completando a programação, o festival oferece um curso livre de teatro para jovens às sextas-feiras e uma oficina de voz às segundas-feiras.

A ideia do evento é de Nilton Bonder, fundador do Midrash, inspirada pelo festival francês, uma das grande manifestações internacionais do espetáculo vivo contemporâneo, realizado no verão europeu, em julho, desde 1947. "O festival é uma resposta natural a um movimento que começou há cerca de três anos no Midrash. Fomos escolhidos pelo teatro. Regularmente recebemos um número muito grande de propostas e nem sempre podemos atender à demanda", explica Nilton Bonder. Toda essa procura tem um motivo. O Midrash é considerado um espaço intimista que permite uma proximidade grande entre o ator e o espectador, favorecendo uma troca intensa e muito rica entre os dois.


Programação

A Fila Anda
Segundas, dias 12, 19 e 26 de janeiro e 2 de fevereiro, às 21h
Ivete é uma mulher que sempre sonhou com um grande amor, até quando encontrou nos livros de auto-ajuda a sua salvação. A Fila Anda retrata a realidade de muitas pessoas que têm dificuldade de se relacionar numa sociedade que cobra tanto que todos sejam felizes.

Como a Chuva nos Faz Falta
Terças, 13, 20 e 27 de janeiro e 3 de fevereiro, às 19h
Como a chuva nos faz falta narra a história de um casal, que tenta a todo o momento descobrir onde é que está o amor entre eles. Em diferentes estações, em diferentes tempos, entre idas e vindas. Em um certo momento do relacionamento decidem rompê-lo, mas com uma decisão: se encontrarem uma vez na semana por apenas 25 minutos, com a condição de não falar da relação, nem do passado, nem do futuro. Tudo isso para não sentir a falta que o término os traria, quando já não se tem a total certeza de um amanhã juntos. É uma peça que fala do amor, da capacidade do ser humano de amar e ser amado, da questão da falta que o outro faz em nossas vidas, da perda e da redescoberta de uma vida sem o outro.

A Vida como Ela É
Terças, 13, 20 e 27 de janeiro e 3 de fevereiro, às 21h
A peça gira em torno das crônicas escritas por Nelson Rodrigues entre 1950 e 1961. São 12 atores em 12 contos extraordinários, que narram o cotidiano nada normal de famílias do subúrbio carioca. O texto gira em torno dos temas adultério, pecado, desejos e moral. Delírios de uma mulher mal amada, a agonia de um homem que só pensa em mulher, as irmãs que disputam o mesmo homem, aquele que só amava mulheres mortas, o traído pela esposa, o pai que abusa da filha, a mulher que não sabe se trai e a que trai demais, são algumas histórias dessa narrativa.

Roliúde
Quartas, 14, 21 e 28 de janeiro e 4 de fevereiro, às 19h
Bibiu é um sertanejo típico, mas apaixonado pelo cinema. Na luta pela sobrevivência, vencendo a seca, a fome e os poderosos, ele ganha a vida contando nas ruas e praças públicas os maiores clássicos do cinema mundial. Ganha fama como se fosse um repentista ou folheteiro, faz sucesso com as mulheres, e tira lições das "fitas", comparando as histórias das telas com sua própria vivência. Acima de tudo, Bibiu nos mostra como nossos medos, anseios e paixões são os mesmos, independente dos locais, épocas ou idiomas falados.

Cartas de Maria Julieta e Carlos Drummond de Andrade
Quartas, 14, 21 e 28 de janeiro e 4 de fevereiro, às 21h
O monólogo traz ao público a correspondência de uma vida inteira, trocada entre um dos nossos maiores poetas e sua única filha. Desde que Maria Julieta tinha cinco anos de idade, pai e filha iniciam uma profunda e intensa cumplicidade, expressa através de desenhos, cartas, bilhetes estendendo-se ao longo da vida em que as palavras são o veículo maior da demonstração de amor entre os dois.

Hominus Brasilis - A história do mundo em um palco de 2m²
Quintas, 15, 22 e 29 de janeiro e 5 de fevereiro, às 19h
A peça conta a história da humanidade de uma forma nunca antes vista. A partir de detalhada pesquisa sobre a trajetória da homem no mundo, o grupo de quatro atores utiliza corpo e sonoplastia vocal, ao vivo, para contar episódios marcantes da História. Desde o Big Bang até hoje, a peça pincela grandes momentos da humanidade e convida o espectador a se emocionar com o surgimento da vida, a extinção dos dinossauros, a expansão marítima da Europa, as grandes guerras e também eventos que marcaram a história brasileira, como a chegada dos portugueses, a escravidão, a ditadura militar e a repentina morte de Ayrton Senna. O espetáculo utiliza uma linguagem cênica inédita no Brasil: todas as cenas acontecem sobre uma plataforma de 2m² (2m x 1m).

A Descoberta das Américas
Quinta, 15 de janeiro, às 21h
O monólogo conta a história de Johan Padan, um sujeito que narra os fatos que se sucederam lá pelos idos de 1492, quando embarcou em Sevilha numa caravela de Cristóvão Colombo. O malandro e fanfarrão se vira contando vantagens, sempre em fuga da fogueira da Inquisição. Júlio Adrião é um Zé ninguém de nome Johan Padan. Rústico, esperto e carismático, escapa da fogueira da inquisição embarcando, em Sevilha, numa das caravelas de Cristóvão Colombo. No Novo Mundo, nosso herói sobrevive a naufrágios, testemunha massacres, é preso, escravizado e quase devorado pelos canibais. Com o tempo, aprende a língua dos nativos, cativa-os e safa-se fazendo "milagres" com alguma técnica e uma boa dose de sorte. Venerado como filho do sol e da lua, catequiza e guia os nativos numa batalha de libertação contra os espanhóis invasores.

Foi Parar no Beleléu
Domingo, 18 de janeiro, às 11h
Marieta é uma criança muito consumista. Algo acontece no dia em que perde o colar de sua mãe e ela conhece o Beleléu, lugar onde todas as coisas que perdemos vão parar. Lá, ao lado da sua boneca e do Sr. Cabide, ela faz importantes e valiosas descobertas.

Solo de Marajó
Domingo, 18 de janeiro, às 17h
Utilizando o mínimo de recursos cênicos, o ator paraense Cláudio Barros narra oito pequenas histórias que fazem um retrato da paisagem urbana da Ilha de Marajó, revelando um retrato multifacetado das relações humanas de quem vive mergulhado nos confins da Amazônia.

Vestido de Noiva
Domingo, 18 de janeiro, às 19h
A história de um trágico triângulo amoroso, formado por Pedro, Lúcia e sua irmã - Alaíde. Esta última é a personagem central, cujo atropelamento desencadeia toda trama. Ela viaja nos planos da alucinação, passado e presente, para relembrar quem ela foi e quem ela é. O seu encontro com uma prostituta de cabaré do século passado será o ponto de partida para a investigação que Alaíde irá fazer sobre si para desvendar o mistério que ronda o seu casamento e possíveis traições que permeiam sua vida.

Teatro Espontânedo do Rio de Janeiro
Domingos, 18 e 25 de janeiro, às 20h30
No teatro espontâneo não há peça ou texto, apenas um tema sobre o qual o público é convidado a se manifestar. Conduzido e estimulado pelo diretor e por atores auxiliares, espontaneamente o debate vai se transformando em cenas teatrais. O objetivo não é chegar a uma conclusão, mas democratizar o debate. E expressar as opiniões não só com a voz, mas também com o corpo, encenando-as.

Todo Mundo Tem um Pouco
Quintas, 22 e 29 de janeiro e 5 de fevereiro, às 21h
Sete esquetes independentes que abordam, através da comédia, questões que permeiam o dia a dia de todo o seu humano e os relacionamentos nas sociedades atuais. Como tema, o desejo de comunicação em confronto com a falta real dela e a diferença que a opinião do outro pode causar em nossas vidas, refletindo as carências e solidões de todos nós.

Mr. Bruno e a Máquina Marionete
Domingo, 25 de janeiro, às 11h
Um violino que anima e empresta voz e personalidade a bonecos. Mr Bruno é um verdadeiro one man show. Num espetáculo diferente, com música ao vivo e marionetes, ele cria, toca, canta, contagia, brinca e manipula seus bonecos. Mr Bruno cria um clima de suspense e emoção numa aventura em que ele entra no mundo da Máquina Marionete e encontra a trupe de marionetes. A Máquina Marionete é uma engenhoca maluca, inventada por ele, permite movimentar os bonecos e tocar violino simultaneamente. No repertório, Monti Czardas, músicas brasileiras e variadas. Além do violino, instrumentos como berimbau de boca, agogô e pratos ajudam Bruno a dar ritmo ao espetáculo, criando clima de suspense e emoção. Repleto de ação, humor, surpresas e variedades, o show encanta pessoas de todas as idades e culturas.

As Moças
Domingo, 25 de janeiro, às 17h
Duas amigas dividem um quarto e sala. Numa noite, regada a vinho, colocam suas questões existenciais em jogo, numa espécie de acerto de contas mútuo.

Trans Hamlet Formation
Domingo, 25 de janeiro às 19h
A proposta é mergulhar na tragédia do atormentado príncipe da Dinamarca, pelo ponto de vista dos outros personagens da peça e dos atores que participam da montagem. Sendo assim, trechos da peça são encenados e ampliados por textos escritos pelos próprios atores. O elenco de seis homens transita pelos personagens num jogo de linguagens distintas, para criar uma analogia entre os temas da peça e a atual situação da América Latina.

Maria Minhoca
Domingo, 1 de fevereiro, às 11h
Uma linda história de amor com muita trapalhada. Maria Minhoca, apaixonada por Chiquinho Colibri, precisa provar para o pai que ele é seu verdadeiro amor.

Antes Que Você Parta pro Teu Baile
Domingo, 1 de fevereiro, às 17h
Espetáculo teatral que traz fragmentos da obra de Ana Cristina Cesar (Ana C.), expoente da poesia marginal da década de 1970/80. A peça mescla elementos do teatro performativo e épico apresentado como poesia cena que procura construir uma zona de intimidade entre o espectador e os escritos da poeta carioca.

Não Me Toque, Estou Cheia de Lágrimas
Domingo, 1 de fevereiro às 19h
Obra coreográfica baseada na personalidade de Clarice Lispector. A estrangeiridade de sua prosa, a singularidade dos seus livros e os movimentos que ela executou na vida desde o nascimento até a morte provocam a concepção dessa obra solo que enfatiza a perturbação e inquietação dessa mulher paradoxal, sombria e corajosa. Sua intimidade com as palavras refletiu a necessidade de se expressar em uma moldura gestual, ora sofisticada ora impregnada de mágoas e reflexões sobre a vida. O espetáculo é constituído de três cenas: o nascimento de Clarice, a infância de Clarice e Clarice adulta.

CURSO: Sua Voz em Cena
Igo Ribeiro (professor de teatro, diretor e dramaturgo)
Tatiana Ceschini (vocal coach, professora de canto e diretora musical)
Segundas, 12, 19 e 26 de janeiro e 2 de fevereiro, das 18h às 21h
Um intensivão de férias, com quatro aulas e apresentação final (com gravação) de uma radionovela. Para atores profissionais, estudantes de teatro, dubladores, profissionais da voz e qualquer pessoa que tenha interesse em trabalhar seus recursos vocais. O curso terá enfoque no trabalho de voz e todos os seus recursos, explorando esse instrumento na construção de personagens e sonoridades para serem utilizados na apresentação final de uma radionovela, aberta ao público. Aulas com Igo Ribeiro (professor de teatro, diretor e dramaturgo) e Tatiana Ceschini (vocal coach, professora de canto e diretora musical). Os alunos receberão um cd com o resultado final.

CURSO: Curso Livre de Teatro para Jovens
Lena Brito (atriz e professora de teatro)
Sextas, 16, 23 e 30 de janeiro e 6 de fevereiro, das 16h às 18h
Faixa etária: 16 anos em diante
Curso para iniciantes e iniciados na arte de representar, em busca de conhecimento e aperfeiçoamento. O objetivo é oferecer um espaço criativo para o exercício da teatralidade, através de trabalho de corpo, jogos dramáticos, preparação vocal e improvisação. Criar cenas a partir de fotos e registros apresentados pela professora e/ou pelos alunos, entrelaçando impressões e histórias pessoais vividas à narrativas poéticas literárias e teatrais.


Festival Midrash de Teatro
Quando? 12 de janeiro a 5 de fevereiro de 2015
Onde? Midrash Centro Cultural
Rua General Venâncio Flores, 184 - Leblon
Quanto? Espetáculos R$ 30,00 (cada); Cursos R$ 240,00/mês

Mais informações: (21) 2239-1800 / secretaria@midrash.org.br

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