Últimos Posts
Cultura

Teatro

Shows

Exposições

Noite

Festas

Esportes

Eventos Esportivos

A Casa dos Budas Ditosos

Publicado por: Carioca Cult
terça-feira, 23 de junho de 2015

Peça será apresentada pela primeira vez depois da morte do autor João Ubaldo Ribeiro




Com direção e adaptação de Domingos de Oliveira e texto original de João Ubaldo Ribeiro, a montagem, que estreou em 2003, fará curta temporada no Rio de Janeiro, de 26 de junho a 12 de julho. No espetáculo, Fernanda Torres interpreta uma baiana de 68 anos que detalha as incontáveis experiências sexuais que teve ao longo da vida. Em cena, ela conta, com muito humor, histórias de uma mulher que deseja dizer ao mundo que ousou cumprir sua vocação libertina e foi feliz. A Casa dos Budas Ditosos fica em cartaz no Oi Casa Grande às sextas e sábados às 21h e aos domingos às 20h.

Quando Domingos Oliveira leu pela primeira vez a obra de João Ubaldo, percebeu imediatamente o valor dramático do texto. Para escolher a atriz, Domingos pensou que "precisava de alguém que soubesse transitar por todas as idades, pelas diversas fases da personagem". Pareceu ao diretor que deveria ser uma atriz que estivesse "entre os trinta e cinco e quarenta e poucos anos, a melhor idade na vida de qualquer mulher".

Esse recurso simples de utilizar uma mulher jovem para viver uma senhora sexagenária que se lembra de detalhes de toda sua vida acabou por acentuar o discurso libertário da baiana de João Ubaldo. Quem prega, confessa e ri é a mulher no seu ideal de completude, em uma imagem projetada e viva. Essa ilusão contribui para que a viagem sexo-sensorial, proposta por João Ubaldo, aconteça plenamente no teatro. É impossível ficar-se indiferente à seleção de homens e mulheres que a baiana evoca, como também é impossível deixar de associá-los ao nosso próprio memorial afetivo. Esse efeito colateral talvez seja a grande experiência sensorial do espetáculo.

"A narrativa de João Ubaldo Ribeiro contém nítida importância filosófica, disfarçada em folhetins de peripécias sexuais. O personagem sem nome que Ubaldo criou é sem dúvida uma deusa. Ela possui uma liberdade divina almejada na imaginação por todos nós e, na prática, inalcançável por qualquer um de nós", diz Domingos.

Fernanda Torres encontrou neste convite o projeto ideal para experimentar a possibilidade de se fazer teatro apenas com um ator, um texto e um microfone. Era uma vontade antiga que a atriz alimentava desde que assistiu pela primeira vez a um monólogo de Spalding Gray. A contundência do discurso sexual da baiana e a qualidade do texto de João Ubaldo deram segurança para que Domingos de Oliveira e Fernanda Torres optassem pela limpeza absoluta, pondo em prática a máxima: quanto menos, mais. Arriscaram deixar a personagem sentada, acompanhada apenas de alguns objetos, entre os quais o livro Nossa Vida Sexual, de Fritz Khan, e os dois Budas Ditosos - estátuas em miniatura de dois pequenos budas praticando sexo.

A diretora de criação, Daniela Thomas, soube sintetizar nessa simplicidade a luxúria que deu origem ao texto. Utilizando um fundo preto de cenário e uma mesa de vidro, permitiu que a verdadeira arquitetura em cena estivesse presente apenas na caracterização da personagem. Os balangandãs da baiana, jóias, batom, cabelo, peitos, estampa, volúpia e excessos são trazidos em cena por ela; e com ela vão embora.

Ficha técnica:

Texto: João Ubaldo Ribeiro
Com: Fernanda Torres
Direção: Domingos de Oliveira
Dramaturgia: Domingos de Oliveira e Fernanda Torres
Direção de arte: Daniela Thomas
Figurino: Cristina Camargo
Light designer: Wagner Pinto
Operador de som / luz: Giuliano Caratori
Trilha sonora: Jonas Rocha e Domingos de Oliveira
Criação maquiagem: Marcos Padilha
Assistente de direção: Lincoln Vargas
Projeto gráfico: Adriana Marinho
Fotografia: Luciana Prezia
Produtor executivo: Ricardo Rodrigues
Assistente de produção: Elinete Barcellos
Assistente camarim: Izabel Araújo
Produção: Trígonos Produções Culturais
Coprodução: Bonarcado Produções Artísticas
Direção de produção: Carmen Mello


A Casa dos Budas Ditosos
Quando? De 26 de junho a 12 de julho de 2015
Sextas e sábados às 21h, domingos às 20h
Onde? Oi Casa Grande
Avenida Afrânio de Melo Franco, 290 - Leblon
Quanto?
Plateia VIP - R$ 100,00 / R$ 50,00 (meia)
Plateia Setor 1 - R$ 80,00 / R$ 40,00 (meia)
Balcão Setor 2 - R$ 60,00 /R$ 30,00 (meia)
Balcão Setor 3 - R$ 50,00 /R$ 25,00 (meia)
Camarote - R$ 100,00 /R$50,00 (meia)

Capacidade do teatro: 926 lugares
Gênero: Comédia
Classificação etária: 18 anos
Duração: 90 minutos


O que mais já passou por aqui

Não podemos esquecer também dos outros posts mais antigos que também passaram por aqui. Confira abaixo alguns deles que deram o que falar!